Textos 1, 2, 3, 4 e 5

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Prezados Colegas do WebForm,

Consideramos que chegamos ao final da primeira fase de nossa proposta. Esperamos que os textos lidos, discutidos e a interação entre os pares tenham ajudado a todos. A fim de sintetizar nossa aprendizagem, segue um breve resumo dos textos indicados:

No primeiro texto (1), Bomfim e Gonçalves (2014) nos presenteou com o trabalho realizado em uma escola pública de Batayporã/MS. A partir de atividades pedagógicas com estudantes do ensino médio, os autores propuseram produções hipertextuais colaborativas, utilizando a tecnologia wiki e concluíram que a wiki tem muito a contribuir como ferramenta de ensino, pois possibilita atividades mistas (online + presencial) e favorece a metodologia da "sala de aula invertida", uma tendência educacional contemporânea.

Em continuidade ao debate iniciado por Bomfim e Gonçalves (2014), Pinheiro (2011) também aborda a construção de práticas de escrita colaborativa entre um grupo de alunos do Ensino Médio de uma escola Pública de Campinas/SP (texto 2). Enquanto, Bomfim e Gonçalves propõem a produção textual digital pela wiki, por outro lado, Pinheiro utiliza como recurso webtecnológico para mediar a produção colaborativa de notícias de um jornal digital escolar o chat e o e.mail. No bojo das duas propostas está a produção digital de textos colaborativos para a construção de conhecimento mediante interação, no entanto, os pesquisadores trazem experiências de uso de diferentes webtecnologias (chat/e.mail e wiki). Percebe-se uma convergência de ideias que muito nos enriquece como educadores do século XXI.

Após o primeiro encontro do grupo, procuramos conhecer experiências com o uso de dispositivos móveis em sala de aula (texto 3). Para isso, o grupo conheceu o estudo de Batista, Behar e Passerino (2012) que analisaram “estratégias pedagógicas aplicadas em dois estudos de caso, promovidos nas turmas de Cálculo I de uma instituição federal”, sendo: 1º período do Bacharelado em Sistemas de Informação (curso diurno) e 1º período do Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (curso noturno). Os pesquisadores propuseram o uso do Moodle como sala de encontro não presencial para orientações quanto às atividades pedagógicas. Com o uso do celular dos próprios estudantes, os pesquisadores utilizaram um aplicativo para a construção de quizzes relativos aos conteúdos ensinados na disciplina de Cálculo I e o Graphing Calculator, software que propõe conteúdos diversos de matemática. Batista, Behar e Passerino (2012) apontaram dificuldades diversas durante o desenvolvimento da proposta, como: difícil acesso à internet pelos celulares dos estudantes; aplicativos específicos para certos sistemas operacionais, que não funcionam em outros. No entanto, concluíram que trata-se de uma questão de tempo para que tais dificuldades sejam sanadas.

No texto 4, nos aventuramos em compreender a proposta da Sala de Aula Invertida em EAD: uma proposta de Blended Learning, de Schneider, Suhr, Rolon e Almeida (2013). Os autores apresentam a sala de aula invertida (Flipped Classroom/blended learning) e a experiência de adoção de tal metodologia “em 05 Cursos Superiores de Tecnologia e no Curso de Pedagogia do Centro Universitário Internacional Uninter”. Os autores detalham os procedimentos didáticos durante o desenvolvimento da metodologia Flipped Classroom. A ação pedagógica consiste em: preparar o conteúdo a ser estudado em uma plataforma digital em forma de hipertextos, vídeo, slides, vídeoaula, etc; incentivo à pesquisa e a interação com os colegas (em AVA), discussão, criação e avaliação (ambiente presencial). Em suma, o processo de aprendizagem teria as seguintes fases: aquisição (individual AVA), produção (em grupo AVA), troca (em grupo em sala) e criação (em grupo AVA e sala). Essa proposta insere-se na metodologia de ensino híbrido, muito disseminada no Brasil e no mundo.

Por fim, em complemento ao debate sobre ensino híbrido propomos o texto de Valente (2014), “Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida”. O autor apresenta “as diferentes modalidades do blended learning e da sala de aula invertida, como as TDIC são usadas em diferentes modelos de implantação dessa abordagem pedagógica, como a sala de aula invertida pode ser implantada e os pontos positivos e negativos sobre a sala de aula invertida apresentados por diferentes autores”. Valente (2014, p. 85) explica que “ sala de aula invertida é uma modalidade de e-learning na qual o conteúdo e as instruções são estudados on-line antes de o aluno frequentar a sala de aula” e acrescenta que a sala de aula presencial “passa a ser o local para trabalhar os conteúdos já estudados, realizando atividades práticas como resolução de problemas e projetos, discussão em grupo, laboratórios etc”. Segue apontando experiências de inversão da sala de aula, como o que ocorre na Universidade de Harvard/EUA e explica que não se trata de uma abordagem difícil de ser implementada, pois o professor pode começar do básico, como gravação de videoaula, para que os estudantes estudem os conceitos antes das discussões em sala de aula. Cabe ao docente, afirma Valente, preparar previamente o conteúdo em um AVA e aproveitar o tempo da aula para interação ativa, a partir de resolução de problemas.


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