Atividade 1 - Grupo 2

Durante a Segunda Metade do século XIX a sociedade começa a passar por importantes transformações, tanto nos campos sociais como nos campos políticos. Mas, foi só no final do século XIX e no início do século XX, que a sociedade realmente começa a viver essas transformações. As cidades começaram a crescer e as primeiras indústrias foram instaladas, o trabalho escravo agora deu lugar ao trabalho assalariado. Cabe a esse período também as primeiras greves dos operários. Assim os primeiros traços modernos começam a surgir.

Paralelamente, surge, também, o alto índice de desigualdade social, ou seja, o capital se acumula em poder de um minímo percentual da sociedade, e quase não circula pela maioria. Acentuando com isso os altos indíces de miséria, como bem podemos observar nos romances de Charles Dickens. Com o advento do modelo social capitalista é notório também "o egoísmo social", as pessoas passam a viver para o seu bem estar, utilizando-se para tanto, de atos que agridem o semelhante, contudo, não medem as consequências desses atos na vida do próximo, pois o mais importante é o seu bem estar.

A literatura não poderia ficar a margem desse contexto revolucionário. E passa a adotar novas ideias que fugiam dos moldes estéticos pré determinados e que seguiam as novas concepções de mundo, não como a forma excludente do capitalismo, mas com uma proposta inclusiva e com um ideal impregnado em seu bojo, qual seja, protestar contra esse modelo que se firmava, onde a classe abastada, ficava cada vez mais abastada e a classe trabalhadora cada vez mais miserável.

É nesse contexto histórico que o movimento modernista surge, e traz consigo a perspectiva de romper com as concepções que norteavam os conceitos artísticos e sociais. Tanto no Brasil quanto no mundo, ocorreram transformações que marcaram o rompimento com as antigas vanguardas culturais e sociais que norteavam a arte e a sociedade. No Brasil, o marco histórico que designou o rompimento foi a Semana de Arte Moderna em 1922, em São Paulo, entre outros manifestos de menor expressão, contudo de importante valor.

Na Europa, aconteceram uma série de guerras turbulentas, marcando o início de uma nova concepção artística. Há vários outros fatores que também contribuíram para o processo de modernização como, o desenvolvimento industrial, o surgimento de novas classes sociais como a burguesia urbana e o proletariado. E todas essas revoluções trouxeram a necessidade de inovação para as artes, pois o que era produzido não supria mais as necessidades do homem moderno.

O Modernismo trouxe à literatura contribuições como, uma nova consciência estética no ato da criação, onde os padrões e técnicas preestabelecidos seriam esquecidos, e a consciência de que o espírito coletivo é essencial para a obra de arte. As contribuições adquiridas pelo modernismo não atingiram níveis idênticos, pois enquanto alguns artistas alcançaram transformações maiores, outros adquiriram parcialmente essas transformações. Este é um fato comum em movimentos artísticos, como também é natural, que o movimento após algum tempo sinta que perdeu as conquistas realizadas. Isto até pode acontecer, mas não de modo geral, pois uma vez que a literatura e a sociedade incorporaram os valores conquistados através do rompimento com os paradigmas preestabelecidos, essas mudanças de algum modo prevalecem, pois tiveram uma importância muito significativa e trouxeram a transformação da consciência nacional.

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