Grupo 7 Resenha 5

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Resenha texto 5 “Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida” – José Armando Valente (2010).

A resenha de número cinco por nós elaborada de autoria de Valente, (2010), as aborda as questões envolvendo o conceito de sala de aula invertida. Inicialmente o autor propõe que atualmente há dois desafios do ensino superior: sendo que o primeiro deles é referente às salas de aula cada vez mais vazias e o segundo refere-se a incapacidade de atender a grande demanda de alunos que ingressam na universidade.
Afirma Valente, (2010), que desse modo atual e tradicional da universidade já não se sustenta mais. E para fazer tal reflexão, apoia-se metodologicamente em Dewey, em seu estudo de 1916. Enfim ele nos propõe uma nova ideia de economia global de conhecimento apoiado em Tapscott, (2010)
Diante do acima exposto Valente (2010) afirma que a sala de aula tradicional é um modelo da industrialização e remete sua ideia ao conceito de linha de montagem (VALENTE, 2007) com o objetivo de absorver tal mão de obra qualificada das universidades.
Se ampara, então no discurso de um novo modelo de economia (serviço – unesco) ideia de idade pós industrial - Nova visão sobre como as pessoas aprendem
Valente (2010) se apoia nos estudos estadunidenses que afirmam que “para desenvolver a competência em uma área de investigação, os alunos devem: a) ter uma profunda base de conhecimento factual, b) compreender fatos e ideias no contexto de um quadro conceitual e c) organizar o conhecimento de modo a facilitar sua recuperação e aplicação”
Outra vez se utiliza de um autor clássico da pedagogia para justificar que a educação professor/aluno é tradicional e ultrapassado desta feita busca amparo em Paulo Freire e sua ideia de educação bancária – em que o aluno seria um depósito onde professor depositaria seu conhecimento.
Finalmente nosso autor em questão revela que pode haver outras estratégias – aprendizagem ativa – baseada na pesquisa – uso de jogos, aprendizagem baseada em problemas (ABP). E que as Tecnologia Digitais de Informação e comunicação (TDIC) são um recurso viável. Diz que essas tecnologias têm alterado a dinâmica da escola e da sala de aula desde os anos 1980.
Para Valente (2010) As TDIC criaram meios e condições para alterar diversos aspectos da EaD, como as concepções teóricas, as abordagens pedagógicas, as finalidades da EaD e os processos de avaliação da aprendizagem dos alunos –constituem o que ele considera uma fase de transição e que o uso do e-learning – blended learning, trazem novidades.
Outra vez o autor se remete aos estudos norte americanos como modelo a ser seguido segundo ele já utilizado no EUA na educação básica e superior. Eles definem blended learning como um programa de educação formal que mescla momentos em que o aluno estuda os conteúdos e instruções usando recursos on-line e o aluno opta por cursar disciplinas on-line.

“sala de aula invertida é uma modalidade de e-learning na qual o conteúdo e as instruções são estudados on-line antes de o aluno frequentar a sala de aula, que agora passa a ser o local para trabalhar os conteúdos já estudados” diz Valente (2010) O aluno estuda antes da aula e a aula se torna o lugar de aprendizagem ativa.
Os professores gravam vídeos para seus alunos com o extrato do conteúdo. No momento presencial o estudante suas tira-dúvidas. Dessa feita cabe ao aluno a responsabilidade de estudar sozinho. Na aula o professor tira as dúvidas. No ambiente virtual o aluno deve estudar o material de apoio e responder, on-line as questões. Cabe ao professor à tarefa de produzir o material para o estudante, de modo resumido.

Nesse ponto do texto Valente (2010) revela que a sala de aula presencial é muito importante em virtude do feedback. Ele nos questiona então: “Por que inverter a sala de aula?” em seguida responde que tem a função de estimular o estudante a buscar o conhecimento fora do ambiente escolar, propriamente dito. E assim ele elenca quatro vantagens: a primeira é o fato do aluno ter acesso aos materiais antes da aula a segunda motivar no estudante um ritmo próprio a terceira a auto avaliação e a última com a dedicação antecipada o tempo em sala de aula é potencializado para tirar duvidas.
Ainda diz que a sala invertida incentiva as trocas sociais - trabalho de grupo e que tal modelo é dependente da tecnologia.
Conclui sua análise com a visão negativa do estudo ao citar um estudioso que descontrói sua tese Ian Bogost que tem a visão de que esse tipo de modelo educacional engessa o processo de aprendizagem do estudante porque o professor simplifica ou resume os textos originais. Ou os transforma em vídeo.
Finalmente ainda diz que esse tipo de estudo pode vir a ser massificado.
Trata-se, então na visão do resenhista de uma tese polemica e em constante construção. O autor da resenha se vale de dois autores clássicos da pedagogia sendo que o primeiro deles Dewey escreveu nos princípios do século XX com um contexto bem demarcado de industrialização maciça nos Estados Unidos. Tal autor criticava a educação tradicional clássica. O que não vale para nossos dias multimidiático, com recursos tecnológicos inseridos no meio educacional, um bom exemplo são as salas de tecnologia em todas as escolas de educação básica e também no ensino superior. Outro ponto é uso do smartphone conectado a uma rede qualquer.
O outro autor que ele se refere é Paulo Freire. Também Freire é datado e fazia criticas ao mesmo tipo de educação que o Dewey já havia feito. Assim tanto um quanto outro não servem, propriamente, de referencial teórico, para justificar a fim do tradicionalismo que já havia sido ultrapassado pela Escola Nova e sua proposta de educação critico dos conteúdos, proposta justamente pelo Dewey e retomada com bastante intensidade por Freire (pedagogia da libertação e pedagogia do oprimido).
Em relação à ideia de autonomia por parte do aluno levantada pelo autor seria mais bem cabível ele ter citado um outro método educacional, também do final do século XIX e começo do XX, a Teoria da Educação Libertária, de Pierre-Joseph Proudhon http://revistapandorabrasil.com/revista_pandora/materialidade/rosanei.pdf, não se trata aqui da pedagogia libertadora de Freire é outra proposta bem mais arrojada e que coloca em questionamento os valores capitalista. Trata-se de educação anarquista.http://www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/anarquismo-no-curriculo. Tal modelo já provou que é viável e tem sua prática difundida em pelo menos duas escolas ao redor do mundo. Escola da Ponte em Portugal, Summerhill na Inglaterra. https://www.youtube.com/watch?v=MtGyHzIafLc E https://www.youtube.com/watch?v=-NeDvDOxLWo
Finalmente concluímos que a ideia pode até ser de grande valia não obstante é trocar um modelo por outro para fins de potencializar o sistema capitalista corrido e procurar por meio da educação tentar uma alternativa às salas de aulas lotadas, assim não se precisa investir em escolas e em universidades públicas.
À guisa do conclusão conferir o que o governador do Estado de São Paulo está fazendo – fechando 1200 escolas. Seria esse governador um estudioso do modelo da sala de aula invertida? Acredito piamente que não. Quer esse governador cortar gastos da educação, acredito piamente que sim.
Para pensar. Esse modelo pode levar o Estado a se acovardar em relação às suas prioridades básicas que é o investimento em educação ao tentar concordar que há um grande numero de estudantes sem vagas em escolas.

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